Venezuela: Bispos da América Latina defendem «pontes» de reconciliação para «curar feridas»

Presidência do CELAM enviou mensagem de solidariedade à população

Foto: Lusa/EPA

Bogotá, 05 jan 2026 (Ecclesia) – O Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) manifestou a sua solidariedade à Igreja e ao povo da Venezuela, apelando à superação da violência e à construção de caminhos de justiça baseados no diálogo e na verdade.

“Encorajamos todos os esforços para construir pontes, curar feridas e avançar na reconciliação, sem excluir ninguém. A Igreja é chamada a ser casa aberta, espaço de encontro e voz serena que anime a esperança”, refere a mensagem da presidência do organismo.

No texto, assinado pelo cardeal Jaime Spengler e pelos restantes membros da direção, o CELAM alinha-se com o apelo deixado este domingo pelo Papa Leão XIV, sublinhando que “o bem do povo deve estar sempre acima de qualquer outra consideração”.

Os Estados Unidos da América lançaram no sábado “um ataque em grande escala” na região de Caracas e nalgumas localidades próximas para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela.

Os bispos latino-americanos pedem o respeito pela “dignidade de todas as pessoas” e o cuidado com os mais pobres, rejeitando a violência num momento de incerteza política no país.

“Acreditamos firmemente que caminhar juntos, ouvir-nos com respeito e buscar o bem comum é o caminho que o Senhor nos propõe hoje”, indicam os responsáveis, assegurando aos venezuelanos e aos seus pastores que “não estão sozinhos”.

A mensagem, divulgada por ocasião da solenidade da Epifania, utiliza a simbologia da data para falar do atual momento da Venezuela: “Deus ilumina a noite e abre novos caminhos, mesmo quando tudo parece incerto”.

O documento invoca ainda a proteção de Nossa Senhora de Coromoto e dos santos venezuelanos José Gregório Hernández e madre Cármen Rendiles para a construção de um futuro de “paz, dignidade e esperança”.

OC

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