Participantes na celebração pelos 20 anos da morte do Papa polaco rezaram pela recuperação de Francisco
Cidade do Vaticano, 02 abr 2025 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano presidiu hoje, na Basílica de São Pedro, a uma Missa que assinalou o 20.º aniversário da morte de São João Paulo II (1920-2005), evocando o seu “serviço incansável” em favor da paz e da Igreja.
“Recordamos com gratidão e admiração o seu serviço incansável em prol da paz, as suas advertências apaixonadas, as suas iniciativas diplomáticas para tentar até ao fim evitar as guerras”, declarou o cardeal Pietro Parolin, na homilia da celebração.
A Eucaristia contou com a presença de vários responsáveis da Cúria Romana, membros do corpo diplomático e autoridades políticas, incluindo a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.
O antigo secretário pessoal de São João Paulo II, D. Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia recordou como, no seu testamento, o Papa polaco exprimiu “a confiança de que Cristo tornaria a sua morte ‘útil para a causa mais importante para a qual procuro servir: a salvação do género humano, a preservação da família humana, e nela de todas as nações e povos’”.
O cardeal Dziwisz convidou também a rezar pela saúde do Papa Francisco, unido “espiritualmente” esta celebração, para que “o Senhor lhe dê a força necessária para conduzir a Igreja peregrina neste Ano Jubilar sob o signo da esperança, nestes tempos difíceis para a Igreja e para o mundo”.
Já na homilia, o cardeal Pietro Parolin recordou os dias que antecederam a morte de São João Paulo II, em 2005, em particular a Via Sacra de Sexta-feira Santa no Coliseu de Roma, com a oração da multidão acompanhada pela imagem do Papa, abraçado à cruz, na sua capela, bem como as multidões se uniram “para o último adeus terreno ao seu grande pastor”.
Comprometeu-se a responder com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, nos 26 anos do seu imenso pontificado, indo até aos confins do planeta, peregrino incansável até aos confins da terra, para levar o anúncio do Evangelho de Jesus”.






Em ano de Jubileu, o secretário de estado lembrou o Ano Santo de 2000, muito desejado por João Paulo II.
“As suas palavras continuam a inspirar-nos e ecoam hoje nas do seu sucessor Francisco, mesmo neste novo jubileu. Ele vê-nos como Igreja em saída, navegadores em águas agitadas, mas ainda peregrinos da esperança, nas fontes da misericórdia e da graça, guiados pelo sucessor de Pedro e assistidos pelo Espírito Santo”, disse.
O cardeal Parolin encerrou a sua intervenção com uma oração, pedindo a intercessão de São João Paulo II pela “humanidade dilacerada e desnorteada, para que encontre o caminho da sua dignidade e da sua vocação mais alta, para que conheça a riqueza da misericórdia e do amor de Deus”.
Na oração universal, os participantes rezaram pelo Papa Francisco, “para que, restabelecido na saúde e com renovadas forças, conduza o povo de Deus às fontes da vida nova em Cristo”.
No final da Missa, os celebrantes e autoridades seguiram em procissão para junto do túmulo de São João Paulo II, no altar de São Sebastião, para um momento de oração.
OC
São João Paulo II: Vaticano evoca 20.º aniversário da morte do Papa, sublinhando «profecia de paz»