João Paulo II louvou o comportamento da República da China (Taiwan), nas áreas dos direitos humanos e da liberdade religiosa, assegurando que as religiões “oferecem um certo nível de ordem social, tranquilidade, harmonia e assistência aos fracos e excluídos”. Recebendo o novo embaixador de Taiwan junto da Santa Sé, Chou-seng Tou, o Papa não desperdiçou a oportunidade para enviar alguns recados à vizinha República Popular da China, onde a Igreja Católica é perseguida. “É importante que todas as sociedades procurem dar aos seus cidadãos a necessária liberdade para realizarem, plenamente, a sua verdadeira vocação. Cada país deve ter um compromisso firme na promoção da liberdade, que deriva da dignidade da pessoa humana”, disse o Papa. As relações entre o Vaticano e a República Popular da China são afectadas pelo reconhecimento de Taiwan como Estado soberano e pelo facto de o Vaticano manter relações diplomáticas com o mesmo. Para João Paulo II, contudo, é o exemplo de Taiwan que deve ser seguido. “Taiwan mostrou respeito pelas várias tradições religiosas e reconhece o direito de todos a praticar a sua religião”, atestou o Papa. “O bem da sociedade implica que o direito à liberdade religiosa seja consagrado na lei e seja, efectivamente, protegido”, acrescentou. Em Taiwan a religião católica é uma minoria. Apenas 1% dos 21 milhões de habitantes da ilha são católicos, mas existe uma relação saudável com as outras religiões, sobretudo no campo social. João Paulo II destacou a contribuição da Igreja para o desenvolvimento “cultural e social” deste país, em especial através das instituições de “educação, saúde e assistência aos mais pobres”.
