Vaticano: Papa manifesta «dor e preocupação» com ataques na Nigéria que vitimaram centenas de pessoas

Leão XIV deixa mensagem a todas as vítimas da violência e do terrorismo

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 08 fev 2026 (Ecclesia) – O Papa manifestou hoje a sua “dor e preocupação” com a onda de violência que atinge a Nigéria, apelando às autoridades locais para que garantam a segurança das populações, após uma semana marcada por massacres e raptos.

“Com dor e preocupação, tomei conhecimento dos recentes ataques contra várias comunidades na Nigéria, que causaram graves perdas de vidas humanas”, disse Leão XIV, após a recitação do ângelus, na Praça de São Pedro.

O Papa assegurou a sua “proximidade em oração a todas as vítimas da violência e do terrorismo”, deixando um apelo direto ao poder político.

“Espero que as autoridades competentes continuem a trabalhar com determinação para garantir a segurança e a proteção da vida de todos os cidadãos”, sublinhou.

O portal de notícias do Vaticano dá conta de um agravamento da insegurança no norte e centro da Nigéria, onde nos últimos dias pelo menos 50 pessoas foram sequestradas e seis assassinadas, em ataques a quatro aldeias diferentes.

No Estado de Kaduna, a Arquidiocese de Kafanchan confirmou o rapto do padre Nathaniel Asuwaye, pároco da Igreja da Santíssima Trindade de Karku, levado por homens armados na madrugada de sábado.

O ataque à residência paroquial resultou ainda na morte de três pessoas, numa incursão descrita por testemunhas como uma invasão terrorista.

Na aldeia de Woro, no estado de Kwara, um atentado provocou a morte a 175 pessoas, naquele que a Cruz Vermelha nigeriana classificou como o ataque mais letal registado este ano no distrito.

Os grupos armados incendiaram casas e lojas, devastando a localidade.

Também nos estados de Katsina e Benue a violência fez vítimas: no mercado de Abande (Benue), milícias abriram fogo contra comerciantes e residentes, matando 47 pessoas.

Em resposta a esta escalada, o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, destacou um batalhão do exército para o estado de Kwara e atribuiu a responsabilidade dos ataques aos jihadistas do Boko Haram, acusando-os de atingirem as populações que “rejeitam a sua ideologia”.

OC

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