Rito solene na Basílica de São Pedro marca o fim do 30.º Ano Santo da história da Igreja, convocado por Francisco
Cidade do Vaticano, 06 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV preside hoje, no Vaticano, ao rito de encerramento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo oficialmente o Jubileu Ordinário de 2025.
A cerimónia, marcada para as 09h30 locais (08h30 em Lisboa), representa o final do Ano Santo iniciado a 24 de dezembro de 2024, pelo Papa Francisco.
Segundo o Missal da celebração, divulgado pelo Vaticano, o rito de decorre antes do início da Missa da solenidade da Epifania, no átrio da Basílica.
Leão XIV fechará os batentes da Porta de Bronze, a última ainda aberta em todo o mundo, num gesto simbólico que marca o fim do tempo de indulgência plenária e de “perdão geral” que caracteriza o ano jubilar.
Esta prática ficou estabelecida a partir de 1975, sendo posteriormente simplificada por São João Paulo II no Jubileu do ano 2000.
O Papa recita a oração de agradecimento pelo Ano Santo ordinário: “Fecha-se esta Porta Santa, mas não se fecha a porta da tua misericórdia”.
Leão XIV vai rezar de joelhos, em silêncio, antes de fechar pessoalmente as duas grandes portas de bronze, já sem o ritual do seu amuralhamento.
Durante o rito, será entoado o hino oficial do Jubileu, “Peregrinos de Esperança”, seguindo-se a celebração eucarística da Epifania no interior da Basílica, onde são esperados milhares de fiéis.
A alvenaria propriamente dita vai ocorrer, de forma privada, cerca de dez dias depois, sob a direção do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice: técnicos da Fábrica de São Pedro vão construir uma parede de tijolos no interior da Basílica para selar a Porta Santa, que se abre apenas nos Jubileus.
Nesta ocasião, será inserida na parede a tradicional cápsula metálica (capsis), contendo o relatório de encerramento, as moedas cunhadas durante o ano jubilar e as chaves da porta.



O encerramento das celebrações jubilares em Roma decorreu de forma faseada nas últimas semanas, com uma conclusão global a nível diocesano, no dia 28 de dezembro.
As Portas Santas das outras três basílicas papais já foram fechadas: Santa Maria Maior a 25 de dezembro, São João de Latrão a 27 de dezembro e São Paulo Fora dos Muros a 28 de dezembro.
A Porta Santa de São Pedro, inaugurada e aberta pelo Papa Pio XII na véspera de Natal de 1949 para o Jubileu de 1950, é a única que permanece aberta até à Epifania, data em que se celebra a manifestação de Jesus a todos os povos, representados pelos Magos; esculpida por Vico Consorti, exibe, entre os seus painéis narrativos, uma série de 36 brasões.
Estes escudos correspondem aos Papas que proclamaram e celebraram os Jubileus Ordinários ao longo da história, começando pelo primeiro Jubileu instituído por Bonifácio VIII em 1300.
O Jubileu de 2025 fica na história como o 30.º Ano Santo da Igreja (27 ordinários e 3 extraordinários) e pelo facto singular de ter sido convocado por um Papa (Francisco) e encerrado pelo seu sucessor (Leão XIV), o que não acontecia há 250 anos.
Com raízes na tradição bíblica do ano sabático, o Jubileu consiste num convite à reconciliação, à solidariedade e à renovação da relação com Deus, implicando obras penitenciais como peregrinações e obras de misericórdia.
Ao longo dos últimos meses, Roma recebeu mais de 33 milhões de peregrinos, dos cinco continentes, segundo dados do Vaticano.
OC
Elenco dos Anos Santos
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