Vaticano: Papa lamenta falta de avanços na proteção de menores em risco

Leão XIV denuncia ainda uso de fundos públicos para «suprimir a vida»

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 05 fev 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão alertou hoje, no Vaticano, para a falta de avanços na proteção de menores em risco e criticou o uso de verbas estatais para políticas que promovem o aborto.

“Lamentavelmente, vejo que a situação das crianças hoje não melhorou durante o último ano, e também é motivo de profunda preocupação saber da falta de progresso na proteção das crianças contra o perigo”, afirmou, numa audiência com o comité organizador da iniciativa ‘Da Crise ao Cuidado: Ação Católica para as Crianças’.

Leão XIV manifestou a sua apreensão com o cenário global, aludindo à realidade de tantos menores que “vivem em extrema pobreza, sofrem abusos e são deslocadas à força”, além dos que carecem de educação adequada.

No seu discurso, o pontífice apelou à defesa da família, recordando o magistério do Papa Francisco sobre o direito da criança a receber “o amor de uma mãe e de um pai”.

A intervenção condenou as opções políticas que desinvestem na natalidade e no apoio familiar.

“Afirmemos e defendamos sempre a visão profunda da vida como um dom a ser valorizado e da família como sua guardiã responsável, considerando deplorável que os recursos públicos sejam alocados para suprimir a vida, em vez de serem investidos para apoiar as mães e as famílias”, declarou o pontífice, citando o seu discurso ao corpo diplomático, em janeiro deste ano.

Dirigindo-se aos representantes de várias instituições católicas, Leão XIV pediu que assumam a missão de falar “em nome daqueles que não têm voz”, sem ceder ao desânimo provocado por iniciativas fracassadas ou pela indiferença alheia.

O Papa sublinhou a necessidade de uma abordagem que atenda às “necessidades transversais” dos mais novos, evitando que os cuidados se foquem apenas numa área e promovendo a colaboração entre congregações religiosas e organizações de inspiração católica.

“Exorto-vos, no entanto, a encontrar formas de trabalhar em conjunto com maior harmonia, para que as crianças recebam cuidados bem equilibrados, tendo em consideração o seu bem-estar físico, psicológico e espiritual”, declarou, numa intervenção divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.

OC

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