Vaticano: Papa destacou que a Igreja acompanha, apoia e «está grata» pelo serviço do Caminho Neocatecumenal

Leão XIV agradeceu «o empenho, o testemunho alegre e o serviço» que prestam na Igreja e no mundo

Foto: Vatican Media

 

Cidade do Vaticano, 19 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa disse hoje que a Igreja acompanha, apoia e “está grata” ao Caminho Neocatecumenal, a cerca de mil membros, a quem assinalou que os carismas “devem estar sempre ao serviço do Reino de Deus e da única Igreja de Cristo”.

“Convido-vos também, a vós que encontrastes o Senhor e o seguistes no Caminho Neocatecumenal, a ser testemunhas desta unidade. A sua missão é particular, mas não exclusiva; o seu carisma é específico, mas frutifica em comunhão com os outros dons presentes na vida da Igreja”, disse Leão XIV, esta segunda-feira, 19 de janeiro, no Palácio Apostólico do Vaticano.

O Papa recebeu cerca de mil membros do Caminho Neocatecumenal a quem, como “guardiões” da unidade no Espírito, incentivou a viverem a sua espiritualidade sem nunca se separarem “do corpo eclesial, como parte viva do cuidado pastoral ordinário das paróquias e das suas diversas realidades”, em plena comunhão com os irmãos e irmãs, especialmente com os sacerdotes e bispos.

Os carismas devem estar sempre ao serviço do Reino de Deus e da única Igreja de Cristo, em que nenhum dom de Deus é mais importante do que outro – exceto a caridade, que os aperfeiçoa e harmoniza a todos.”

Segundo Leão XIV, a Igreja acompanha, apoia e “está grata” pelo que o Caminho Neocatecumenal faz, ao mesmo tempo, recorda a todos que «onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade» (2 Cor 3,17), por isso, o anúncio do Evangelho, a catequese e as diversas formas de atividade pastoral “devem estar sempre isentas de constrangimento, rigidez e moralismo, para que não suscitem sentimentos de culpa e de medo em vez de libertação interior”.

Na audiência deste encontro estavam membros da Equipa Internacional do Caminho Neocatecumenal, o cofundador Kiko Argüello, María Ascensión Romero e o padre Mario Pezzi, bispos e sacerdotes, e famílias em missão nos cinco continentes, que são a “expressão das aspirações missionárias” e do desejo que “deve sempre animar toda a Igreja”: “anunciar o Evangelho ao mundo inteiro, para que todos conheçam Cristo”.

“Este mesmo desejo sempre inspirou e continua a alimentar a vida do Caminho Neocatecumenal, o seu carisma e as obras de evangelização e catequese que representam um contributo precioso para a vida da Igreja”, realçou no discurso publicado na sala de imprensa da Santa Sé.

Leão XIV salientou que as famílias do Caminho Neocatecumenal acolhem o “impulso interior do Espírito” e deixam a segurança da “vida ordinária” para ir em missão, “mesmo em territórios distantes e difíceis”, em equipas itinerantes, com catequistas e sacerdotes, que “participam na missão evangelizadora de toda a Igreja”.

Reconhecido pela Igreja Católica, como um itinerário de formação válido para a sociedade e os dias de hoje, o Caminho Neocatecumenal nasceu em Espanha, em 1964, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández, já falecida.

O movimento chegou a Portugal por volta de 1969, quando Kiko Argüello foi viver para a Penha de França, no Patriarcado de Lisboa, e, atualmente, conta com mais de 300 comunidades espalhadas pelas dioceses portuguesas.

O Caminho Neocatecumenal está implantado também em algumas nações tradicionalmente não cristãs, como China, Egito, Coreia do Sul e Japão, para onde têm sido enviados missionários deste movimento.

CB/PR

Partilhar:
Scroll to Top