Tratado New START, assinado em 2010, expira esta quinta-feira

Cidade do Vaticano, 04 fev 2026 (Ecclesia) – O Papa lançou hoje um apelo urgente a Washington e Moscovo para que mantenham os limites aos arsenais nucleares, na véspera da expiração do tratado ‘New START’, assinado em 2010 pela Rússia e os EUA.
“A situação atual exige que se faça tudo o que for possível para evitar uma nova corrida ao armamento que ameace ainda mais a paz entre as nações. É mais urgente do que nunca substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética partilhada, capaz de orientar as escolhas para o bem comum e de tornar a paz um património guardado por todos”, disse Leão XIV, no final da audiência pública semanal.
Desde o Auditório Paulo VI, o pontífice dirigiu-se diretamente às potências mundiais.
“Ao renovar o incentivo a todos os esforços construtivos em favor do desarmamento e da confiança mútua, faço um apelo urgente para que não se abandone este instrumento sem procurar garantir-lhe um seguimento concreto e eficaz”, pediu.
O Papa destacou que o tratado New START, assinado em 2010 pelos presidentes dos Estados Unidos e da Federação Russa, “representou um passo significativo na contenção da proliferação de armas nucleares”.
Também o presidente da Conferência Episcopal dos EUA (USCCB, sigla em inglês), D. Paul S. Coakley, manifestou a sua preocupação, considerando “inaceitável” o fim do acordo, num momento marcado por conflitos globais, incluindo a “devastadora guerra na Ucrânia”.
“Apelo aos decisores políticos para que prossigam corajosamente as negociações diplomáticas para manter os limites do New START, abrindo caminhos para o desarmamento”, indicou o responsável, em nota divulgada online.
O presidente da USCCB sustenta que “as divergências políticas internacionais, por mais graves que sejam, não podem ser utilizadas como desculpas para impasses diplomáticos”.

Ainda esta manhã, no Vaticano, o Papa evocou ainda o sofrimento na Ucrânia, pedindo orações pelas populações atingidas por bombardeamentos em pleno inverno.
“Exorto todos a apoiar com a oração os nossos irmãos e irmãs da Ucrânia, duramente provados pelas consequências dos bombardeamentos que voltaram a atingir também as infraestruturas energéticas”, declarou.
Leão XIV elogiou as iniciativas de solidariedade promovidas nas dioceses católicas da Polónia e de outros países, que se “empenham em ajudar a população a resistir neste tempo de grande frio”.
OC
