Vaticano: Papa apela ao diálogo para travar violência no Irão e na Síria

Leão XIV evoca ainda guerra na Ucrânia, pedindo que se protejam as infraestruturas civis

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 11 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa manifestou hoje a sua preocupação com o agravamento dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, apelando ao diálogo e ao fim da violência que tem vitimado populações civis.

“O meu pensamento dirige-se ao que está a acontecer nestes dias no Médio Oriente, em particular no Irão e na Síria, onde tensões persistentes estão a provocar a morte de muitas pessoas”, disse Leão XIV, após a oração do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa pediu orações para que “se cultive com paciência o diálogo e a paz, perseguindo o bem comum de toda a sociedade”.

O apelo surge num momento de escalada de tensão no Irão, onde protestos contra o regime já provocaram mais de 100 mortes, segundo organizações não-governamentais.

Na Síria, o cenário é também de instabilidade, com os Estados Unidos e a Jordânia a realizarem ataques aéreos contra o autodenominado ‘Estado Islâmico’, e o exército sírio a retomar bombardeamentos contra bairros curdos em Alepo, provocando a deslocação de milhares de famílias.

Leão XIV voltou também a sua atenção para a Ucrânia, denunciando os “novos ataques, particularmente graves, dirigidos sobretudo às infraestruturas energéticas”, num momento em que o frio se intensifica.

“Rezo por aqueles que sofrem e renovo o apelo para que cessem as violências e se intensifiquem os esforços para alcançar a paz”, declarou o Papa.

Nos últimos dias, o exército russo atingiu infraestruturas energéticas em mais de 150 zonas da Ucrânia, uma estratégia que o presidente Volodymyr Zelensky classificou como uma tentativa de provocar um “apagão total” nas cidades durante a vaga de frio.

No final da sua intervenção, o Papa rezou ainda pelas crianças que nascem em condições difíceis, evocando a celebração da festa do Batismo de Jesus.

“Rezo pelas crianças nascidas em condições mais difíceis, tanto de saúde como de perigos externos, para que a graça do batismo, que as une ao mistério pascal de Cristo, atue eficazmente nelas e nos seus familiares”, declarou.

OC

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