Leão XIV evocou o sofrimento de milhares de refugiados que fogem da violência, dias depois de missionários terem denunciado cenário de «inferno» com fome e cólera

Cidade do Vaticano, 18 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa lançou hoje um apelo à paz na República Democrática do Congo (RDC), alertando para a “grave crise humanitária” que forçou milhares de pessoas a fugir para o vizinho Burundi.
“O nosso compromisso com a unidade [dos Cristãos] deve ser acompanhado de forma coerente com o compromisso com a paz e a justiça no mundo”, afirmou Leão XIV, desde a janela do apartamento apostólico, após a recitação do ângelus.
Perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou as “grandes dificuldades que sofre a população” da RDC, vítima da violência armada.
“Rezemos para que entre as partes em conflito prevaleça sempre o diálogo pela reconciliação e pela paz”, pediu Leão XIV.
A intervenção papal surge poucos dias após os alertas lançados por missionários no terreno, que descrevem a situação como uma calamidade.
O padre xaveriano Mario Pulcini, residente no Burundi, denunciou ao portal ‘Vatican News’ que mais de 200 mil pessoas atravessaram a fronteira, fugindo dos combates na província de Kivu Norte e na zona de Uvira, controlada por rebeldes.
Segundo os relatos recolhidos pela Igreja local, os campos de acolhimento em Ruyigi e Rumonge enfrentam um cenário de “inferno”, onde falta água e comida, tendo a cólera provocado já dezenas de mortes.
O Papa quis ainda assegurar a sua oração pelas “vítimas das inundações que nos últimos dias atingiram a África Austral”, alargando o seu olhar solidário a outras zonas do continente afetadas por catástrofes naturais.
OC
África: Refugiados da RD Congo enfrentam «inferno» no Burundi e morrem de fome e doença
