Leão XIV aponta ao encerramento do Jubileu da Esperança e alerta que fé cristã recusa uma doutrina abstrata

Cidade do Vaticano, 04 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa defendeu hoje, no Vaticano, que a fé cristã implica um compromisso com a defesa dos mais vulneráveis, sublinhando que a encarnação de Jesus afasta uma vivência religiosa apenas teórica.
“A encarnação exige de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana”, declarou, na reflexão que antecedeu a recitação da oração do ângelus, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
A partir da janela do Palácio Apostólico, Leão XIV assinalou o segundo domingo depois do Natal e a proximidade do encerramento do Jubileu da Esperança, com o fecho da Porta Santa da Basílica de São Pedro marcado para o dia 6 de janeiro.
O Papa indicou que a vinda de Jesus confere aos crentes um “duplo compromisso”, para com Deus e para com o ser humano, alertando que a escolha da fragilidade humana como “morada” divina obriga a “repensar Deus”.
“Devemos sempre rever a nossa espiritualidade e as formas de expressar a fé, para que sejam verdadeiramente encarnadas”, declarou, pedindo aos católicos que rejeitem a imagem de um Deus distante para anunciarem um Deus próximo, que “se faz presente no rosto dos irmãos”.
Após a oração, Leão XIV falou da situação na Venezuela e evocou ainda o incêndio na estância de neve em Crans-Montana, Suíça, na noite de Ano Novo, que provocou dezenas de mortes e mais de uma centena de feridos.
“Desejo expressar novamente a minha proximidade com todos aqueles que estão de luto devido à tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Asseguro as minhas orações pelos jovens falecidos, pelos feridos e pelas suas famílias”, declarou.
OC
