Consequência da guerra contra o terrorismo O Vaticano criticou hoje a crescente hostilidade contra os cristãos, em diversas partes do mundo, considerando-a uma consequência da propalada “guerra contra o terrorismo”. “A guerra contra o terrorismo, apesar de necessária, teve como efeito colateral a cristianofobia, em diversas regiões do mundo onde as estratégias dos países ocidentais são consideradas como fruto do Cristianismo, ou pelo menos ligadas a ele”, disse o arcebispo Giovanni Lajolo, Secretário para as relações com os Estados do Vaticano. O chefe da diplomacia do Vaticano falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre liberdade religiosa, promovida pela Embaixada dos EUA junto da Santa Sé. O arcebispo Lajolo lamentou que a presença e a acção dos cristãos seja muitas vezes interpretada como “proselitismo ou ingerência nas culturas locais”. “Isto não se passa apenas nos países islâmicos”, apontou. A Embaixada dos EUA junto da Santa Sé, convocou para hoje uma conferência intitulada “Liberdade religiosa, fundamento da dignidade humana”, que se realizará na Pontifícia Universidade Gregoriana, com o apoio da “Solidarity Association” com sede na cidade norte-americana de Atlanta. O evento, que faz parte das celebrações dos 20 anos de relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Santa Sé, foi inaugurado pelo Embaixador norte-americano na Santa Sé, James Nicholson e por D. Giovanni Lajolo. A jornada será concluída com uma exposição panorâmica da situação da liberdade religiosa em alguns pontos críticos do mundo. Farão uso da palavra o Pe. Bernardo Cervellera, sinólogo e director da agência “AsiaNews”; o Pe. David Maria Jaeger, OFM, perito em Judaísmo do Ateneu Pontifício Antonianum, de Roma; e o Pe. Daniel A. Madigan, SJ, especialista em temas islâmicos do Instituto para o estudo das religiões e as culturas da Universidade Pontifícia Gregoriana.
