O jornal L’Osservatore Romano considera que a milésima execução, que aconteceu ontem, nos EUA, deve levar a uma intensificação do compromisso em favor da vida. O diário da Santa Sé reporta-se na sua edição de hoje à execução com injecção letal de Kenneth Lee Boyd, de 57 anos, na prisão central de Raleigh, capital do estado da Carolina do Norte. Veterano da guerra do Vietname, o indivíduo foi condenado à morte pelo assassinato da sua mulher e do sogro diante dos seus filhos, em 1988. A pena capital é actualmente adoptada em 38 dos 50 Estados da União Americana. Segundo o L’Osservatore Romano, «as macabras estatísticas da pena de morte nos EUA contam com 832 injecções letais; 152 execuções na cadeira eléctrica; 11 na câmara de gás; três na forca; e duas mortes por fuzilamento». O jornal refere que se trata apenas da «ponta do iceberg», já que «basta pensar que apenas em 2004 foram aplicadas pelo menos 3979 condenações à morte em 25 países, e foram sentenciadas 7395». O diário lamenta que em muitos países «os números sobre a pena de morte sejam mantidos em segredo; os condenados “desaparecem” simplesmente, sem que tenha acontecido qualquer processo em tribunal».
