Vaticano convida Muçulmanos ao diálogo pela paz

Mensagem pelo final do Ramadão O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso (CPDIR) publicou hoje uma mensagem aos Muçulmanos, por ocasião do final do Ramadão (‘Id al Fitr, 1426 A.H. / 2005 A.D.), formulando votos de que os fiéis das duas Religiões “continuem no caminho do diálogo”. “Demonstremos, como Cristãos e Muçulmanos, que se pode viver juntos numa fraternidade sincera, procurando sempre cumprir a vontade de Deus misericordioso que criou a humanidade para que fosse uma única família”, pede a mensagem. O presidente do CPDIR, D. Michael L. Fitzgerald, lembrou palavras de João Paulo II, pronunciadas por ocasião da primeira Guerra do Golfo, que apelavam a um “diálogo sincero, profundo e constante entre os crentes católicos e muçulmanos, do qual possa sair, cada vez mais, um conhecimento e confiança recíprocos”. A morte do Papa polaco foi apresentada como um momento que congregou fiéis de várias Religiões, continuando aquilo que ele fizera em vida: “aproximar-se dos irmãos e das irmãs de todas as Religiões, sempre com respeito e com o desejo de colaborar”. A mensagem lembra ainda o 40º aniversário da declaração “Nostra Aetate”, do Concílio Vaticano II, que desafio os católicos a “seguir o exemplo de Jesus, que manifestava o seu amor e o seu respeito por todas as pessoas, mesmo por aquelas que não pertenciam ao seu povo”. É nesta linha, continuada por Bento XVI, que o Arcebispo Michael L. Fitzgerald refere que “a Igreja quer continuar a construir pontes de amizade com os seguidores de todas as Religiões”, atitude particularmente importante num mundo marcado por conflitos, guerra e violência. “Compete-nos reforçar o nosso compromisso comum de construir boas relações entre as pessoas de diferentes Religiões, promover o diálogo cultural e trabalhar em conjunto para uma maior justiça e uma paz duradoura”, conclui. Há já vários anos que o CPDIR escreve esta mensagem no fim do Ramadão, assinada normalmente pelo presidente do Dicastério. Em 1991, no clima de tensão provocado pela Guerra do Golfo, foi o Papa João Paulo II a assinar o texto.

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