Vaticano contra o turismo sexual

O Vaticano espera que se verifique uma repressão jurídica contra o crime do turismo sexual, bem como uma intervenção a favor das vitimas, especialmente das crianças, contribuindo para a sua reinserção social. A posição é assumida no documento conclusivo do VI Congresso Mundial sobre a Pastoral do Turismo, organizado pelo conselho pontifício para os migrantes e itinerantes que se efectuou em Banguecoque no inicio deste mês. O texto agora publicado é um marco de destaque na luta da Igreja contra o turismo sexual. O documento parte da constatação que o turismo se está a transformar num fenómeno de massas que movimenta imensos capitais: em 2003, os turistas internacionais foram 694 milhões, movimentando 514 mil milhões de dólares e dando trabalho a cerca de 200 milhões de pessoas. Para 2010 as estimativas apontam para 900 milhões de turistas. O Vaticano considera a pastoral das pessoas exploradas pelo turismo sexual como uma importante prioridade para a Igreja. “Entre estas pessoas, as mais vulneráveis e necessitadas de ajuda particular são certamente as mulheres, os menores e as crianças; que precisam de uma protecção e atenção especial”, diz o texto do conselho pontifício para os migrantes e itinerantes. O arcebispo Agostino Marchetto, secretário deste Dicastério da Santa Sé, disse durante o Congresso de Banguecoque que “o turismo sexual é uma praga vergonhosa e bárbara, e somente a hipocrisia quase universal impede de medir os efeitos devastadores em toda a sua profundidade”.

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