A Santa Sé manifestou na ONU o seu descontentamento com as políticas favoráveis ao aborto e assegurou que, 55 anos depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em muitos países que a apoiam e a ratificam se continua a violar o direito fundamental à vida. A acusação foi feita na sessão comemorativa do aniversário da mesma declaração pelo representante católico, arcebispo Celestino Migliore. “Entre os desafios para a definitiva entrada em vigor dos Direitos Humanos está a tendência de alguns para eleger os que são úteis. Em algumas circunstâncias o que é inalienável para alguns é negado, simultaneamente, a outros”, disse o observador permanente da Santa sé, em clara referência ao aborto. “Um caso exemplar seria o da negação do direito mais fundamental, o direito à própria vida, do qual todos os demais direitos, lógica e naturalmente, emanam”, concluiu.
