Na verdade, a paz “Na verdade, a paz” é o tema escolhido pelo Papa Bento XVI para o 39.º Dia Mundial da Paz, a celebrar em 1 de Janeiro de 2006. Um tema forte, para sublinhar com clareza que a paz é a situação que permite a verdade plena sobre o homem e que a sede de verdade manifestada pelo homem traduz-se no desejo de paz, da paz verdadeira. O tema foi anunciado através de comunicado na Sala de Imprensa da Santa Sé. A primeira mensagem por ocasião do Dia Mundial da Paz, assinada pelo Papa Ratzinger, parte da Constituição conciliar “Gaudium et spes”, na qual se afirma que a humanidade não conseguirá construir um mundo verdadeiramente mais humano para todos os homens sobre a terra se todos não se dedicarem com espírito renovado à verdade da paz. A natureza humana – explica a nota que ilustra o tema do próximo Dia Mundial da Paz – tem exigências profundas: os direitos do homem pedem que sejam aplicados; o direito natural dos povos e os seus princípios universais devem ser respeitados; a justiça entendida como dar a cada um o que é seu pede que seja cumprida. Quando o agir humano não respeita a ordem das coisas, aquela gramática natural de que falou João Paulo II perante a Assembleia Geral das Nações Unidas a 5 de Outubro de 1995, “quando coarcta a vida humana, impedindo o seu desenvolvimento, quando impõe sacrifícios intoleráveis aos povos, a paz não existe, porque não se tem nenhum respeito pela verdade das coisas”. A paz verdadeira, explica ainda a nota emitida pela Sala de Imprensa da Santa Sé, é também pacífica; ela reconcilia, faz sair do próprio isolamento, a verdade deixa entrever o caminho das relações humanas autênticas, permite corrigir os erros, reconciliar-se consigo e com os outros, ser transparentes nas contratações e fiéis da palavra dada. António Pinheiro
