Vaticano alerta para a situação do continente africano

Fome, pobreza, doenças e guerra no centro das preocupações A cimeira da União Africana (UA), que ontem se iniciou em Addis Abeba, é considerada pelo Vaticano como “de uma importância que não se circunscreve a esse Continente”. Fome, pobreza, doenças e guerra estão no centro das preocupações manifestada hoje no jornal oficioso do Vaticano, “L’Osservatore Romano”. “Mesmo num período como este, no qual as atenções internacionais parecem concentradas prioritariamente nos outros conflitos geopolíticos – como o Iraque ou, mais genericamente, o Médio Oriente – os dramas da África permanecem os mais devastadores e potencialmente os mais ameaçadores para o futuro da humanidade”, pode ler-se. No Fórum sobre o drama da fome, que antecedeu os trabalhos da Cimeira, foi revelado que no continente mais pobre do mundo – onde um terço dos 830 milhões de habitantes sofre de subnutrição – a produção alimentar desceu significativamente em 35 dos 53 Estados-membros da UA. O Vaticano recorda que, por exemplo, nos últimos 50 anos, após a descolonização, mais de 180 golpes de Estado devastaram a África com guerras muito prolongadas e sangrentas, “muitas vezes esquecidas”.

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