Uma solução «mágica» a favor da vida

Entregar o filho a instituições do Estado e da Igreja – pediu D. Januário Torgal Ferreira. Se em vez de interromper voluntariamente a gravidez, a mulher entregar o filho a instituições do Estado e da Igreja, estaria resolvida a questão da (des)penalização do aborto. Esta é, segundo D. Januário Torgal Ferreira, a “solução consensual” para evitar mais “tensões e radicalismos” na sociedade portuguesa, de novo dividida sobre a oportunidade da realização de mais um referendo acerca da interrupção voluntária da gravidez. Para o presidente da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, que esteve no último dia da Semana de Estudos Teológicos de Braga para falar sobre a «Intervenção política dos cristãos», esta é a melhor forma de evitar que o feto seja morto e que as mulheres grávidas e seus coadjuvantes na prática do aborto sejam penalizados “por decisão tão triste”. D. Januário Torgal Ferreira explicou que, com esta solução “lógica e mágica”, a lei continuaria “a indicar o abortamento como crime, ao qual corresponde uma adequada pena de crime, só que a mulher grávida entregaria o seu filho a instituições do Estado e sobretudo da Igreja”, logo após o nascimento. E finalizou: “Ninguém quer o aborto, ninguém quer a destruição de uma vida, e assim os desassossegados pela penalização ou pela despenalização poderiam de uma forma tranquila, no ambiente secular da Assembleia da República, dizer o que São João diz no livro do Apocalipse: não houve morte, nem luto nem lágrimas”.

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