Um corredor de fundo

Os 25 anos de serviço pastoral de D. Augusto César na Diocese de Portalegre-Castelo Os 25 anos de serviço pastoral de D. Augusto César na Diocese de Portalegre-Castelo Branco cabem na imagem do “corredor de fundo”, a percorrer incansavelmente os mais de 9 mil quilómetros quadrados da igreja local. Os primeiros anos da sua vida na Diocese passaram por um esquema de trabalho baseado nas visitas pastorais, aos14 arciprestados, “trabalho onde ele se gastou e trabalhou com seriedade, dando origem a muitos frutos”, segundo o Pe. Martinho Mendonça. Este esquema foi repetido, em anos seguintes, de forma mais localizada: visita às cidades, aos catequistas, aos conselhos pastorais ou às famílias. O Pe. José da Graça frisa que “não há nenhuma aldeia, por mais pequena que seja, que não tenha recebido a visita de D. Augusto”. A dispersão e os inúmeros quilómetros a percorrer não diminuíram o empenho pastoral de D. Augusto César para com a sua vasta Diocese. Esta dedicação e o conhecimento do terreno levaram à criação, em regiões mais envelhecidas e desertificadas, de sete zonas “com dinâmica de missão”, servidas por um ou dois sacerdotes. As zonas pastorais da Diocese, nas acções festivas com que comemoram este aniversário, têm mostrado a imagem de um Bispo empenhado na Evangelização, na formação e na estruturação das comunidades cristãs. Os destaques vão para a presença de D. Augusto, através de Cartas e Notas Pastorais, nos momentos mais significativos da vida da igreja local, como foi o caso recente da vaga de incêndios, neste verão. A preocupação pela formação das comunidades cristãs fez com que a Diocese tenha organizado nos últimos anos um guião de reflexão para os movimentos cristãos, com vários temas, relacionados com o plano pastoral de cada triénio. A preocupação é formar e consolidar grupos de adultos que queiram reflectir a sua Fé a partir destas propostas. Esta história de 25 anos traz também consigo um certo desgaste e cansaço, agravados pela desertificação geográfica e humana. “A mobilização das comunidades tem vindo a decrescer, com a repetição das visitas e a criação de rotinas”, constata o Pe. Martinho Mendonça.

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