Desafio do presidente da Conferência Episcopal O Arcebispo Primaz de Braga desafiou ontem os docentes e alunos do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (UCP–Braga) a estarem «permanentemente atentos às rápidas e constantes mutações sociais e culturais do nosso tempo». Na “Missa de Invocação do Espírito Santo”, que foi celebrada na capela da UCP–Braga e que marcou o arranque do ano lectivo 2005/2006, D. Jorge Ortiga resgatou o espírito do Concílio Vaticano II e explicitou o rumo da vivência cristã e a acção evangelizadora desta instituição. «Neste momento, seria oportuno encararmos esta celebração à luz da fé, que nos responsabiliza», e «no contexto do 40.º aniversário do Concílio Vaticano II, cujo encerramento celebraremos no dia 8 de Dezembro. Por isso, é necessário reflectir sobre o que foi feito e o seu significado para as comunidades cristãs actuais», explicou o prelado, que classificou o último Concílio como «uma herança que deve produzir os seus frutos ». Recordando uma frase do Papa Paulo VI, proferida na homilia da missa de encerramento dos trabalhos conciliares – «o Concílio deve servir para reavivar o fogo da fé» –, o Arcebispo Primaz realçou a importância do empenho na evangelização: «os cristãos devem conhecer o mundo, julgá-lo, servi-lo e transmitir-lhe a mensagem evangélica», dado que «a Igreja não é um fim em si mesma e pretende atingir todas as franjas da sociedade ». Por isso, «é importante que cada cristão esteja atento às rápidas e constantes mutações sociais e culturais ». Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, «a Universidade Católica também não se deve alhear deste desafio», porque, para além de se assumir como uma instituição de qualidade reconhecida no campo do ensino universitário, «[a Universidade Católica] também é inspirada pelo Espírito conciliar». Numa alusão ao Papa João XXIII, impulsionador do II Concílio no Vaticano, o Arcebispo Primaz referiu, igualmente, que «é preciso que cada um assuma um modo eficaz de anunciar o Evangelho». «Não existem apenas os púlpitos das igrejas… As empresas, hospitais, instituições de solidariedade e as escolas são os púlpitos modernos», destacou D. Jorge Ortiga, dirigindo- se aos alunos e docentes presentes. Redacção/DM
