Suspensão de sacerdote alemão gera vaga de reacções

A suspensão pronunciada contra o Pe. Gotthold Hasenhüttl por ter convidado cristãos de diversas confissões que participavam numa Missa à comunhão eucarística suscitou uma vaga de reacções na sociedade alemã. O próprio presidente alemão, Johannes Rau, exprimiu a sua incompreensão perante esta medida, o que desagradou profundamente ao episcopado do país. O Cardeal Karl Lehmann, presidente da Conferência Episcopal, afirmou à agência KNA que “a reacção do presidente Rau, na forma em que foi tornada pública, não é digna de um presidente da República”. O Cardeal Lehmann, figura respeitada em toda a Igreja Católica, justificou a suspensão do Pe. Hassenhüttl – proferida há uma semana atrás pelo Bispo de Trèves, Reinhard Marx – e rejeitou as acusações de fundamentalismo proferidas por muitos cristãos no país. “A Igreja Católica prossegue há varias décadas um diálogo intenso sobre a Eucaristia e a comunidade eclesial”, recordou. A 29 de Maio passado cerca de 2000 pessoas de diferentes confissões cristãs reuniram-se em Berlim, à margem do primeiro Congresso Ecuménico das Igrejas alemãs, o «Oecumenische Kirchentag», para receber a comunhão das mãos do sacerdote agora suspenso. «Não posso aceitar que um sacerdote ofereça comunhão aberta a todas as confissões, algo que foi especificamente proibido nessa forma pelo Papa, na sua última encíclica», justificou o bispo Reinhard Marx aquando da suspensão do Pe. Hassenhüttl.

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