Pediu-se no Conselho Geral da Cáritas Portuguesa “No exercício do seu trabalho, não se deverão fixar apenas na assistência, devendo empenhar-se, também, no lançamento de novas e mais abrangentes iniciativas” – disse D. João Alves, presidente da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa, no último Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, realizada em Fátima, dia 13 de Fevereiro. Com o tema central “Microcrédito – um instrumento para a superação da pobreza” – apresentado pelo presidente da Associação Nacional de Direito ao Crédito, Manuel Brandão Alves, que traçou o historial do Microcrédito, desde o seu aparecimento, há 25 anos. Os participantes saudaram a iniciativa da ONU que declarou o ano de 2005 como Ano Internacional do Microcrédito e reafirmaram “a importância do acesso ao Microcrédito como um instrumento, acessível e válido, para a superação de algumas das causas geradoras de pobreza”. Neste Conselho Geral apresentou-se também o plano dos apoios assumidos pela Cáritas Portuguesa, a favor das vítimas do Sudeste Asiático. Este plano será “aplicado em coordenação com a Cáritas Internationalis e destina-se a apoiar projectos de recuperação de postos de trabalho, construção de casas, saneamento básico e acesso a água potável” – salientam as conclusões. Este trabalho na Ásia só é possível devido à “forma pronta e generosa com que os Portugueses responderam ao apelo da Cáritas Portuguesa”. Neste conselho decidiu-se também reforçar o apelo à generosidade dos portugueses, aquando do peditório público, que a Cáritas promove, por ocasião da sua Semana Nacional, nos dias 24, 25 e 26 de Fevereiro e que se destina a apoiar todas as situações graves de pobreza, que persistem no País, e, até, nalgumas regiões têm aumentado. Os participantes no Conselho decidiram também dar continuidade, em 2005, à Campanha «10 Milhões de Estrelas – Um Gesto Pela Paz» Como as eleições estão próximas, os conselheiros apelaram à participação dos portugueses “no acto eleitoral que se aproxima, como exercício insubstituível de um direito e de um dever a que não podem, nem devem eximir-se. Apelam, ainda, ao Governo que resultar da escolha do Povo, que faça, da preocupação com os cidadãos socialmente mais indefesos, a sua prioridade mais urgente”.
