Solidariedade: Cáritas Internacional apela ao apoio humanitário e à «recuperação sustentada» da Ucrânia

Organizações católicas permanecem «na linha da frente» e ajudam «milhões de ucranianos»

Foto: Cáritas

Cidade do Vaticano, 24 fev 2025 (Ecclesia) – A confederação Cáritas Internacional apelou hoje ao “apoio humanitário e recuperação sustentada” da Ucrânia, nos três anos de “guerra em grande escala” neste país do leste da Europa, que se assinalam esta segunda-feira, 24 de fevereiro.

“Em 2025, continuamos a viver no meio da maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Este conflito afetou gravemente as infraestruturas civis da Ucrânia, obrigando milhões de pessoas a fugir das suas casas e perturbando as suas vidas”, lamenta a Cáritas Internacional, numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

A organização católica, com sede no Vaticano, contabiliza que “cerca de 3,6 milhões de pessoas estão deslocadas internamente”, segundo números do governo ucraniano, enquanto as Nações Unidas – ONU alertam que “12,7 milhões de ucranianos – quase um terço da população – continua a necessitar de assistência” este ano.

“O apoio sustentado de toda a comunidade internacional é essencial para construir um futuro melhor para a Ucrânia e para toda a Europa”, realça a Cáritas Internacional, que “continua empenhada” em promover a esperança e a resiliência dos milhões de ucranianos” afetados pela crise causada pela guerra que começou a 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu este país no leste da Europa.

A confederação internacional da Cáritas explica que as suas organizações, a Caritas Ucrânia e a Caritas-Spes Ucrânia, permanecem na linha da frente da guerra na Ucrânia, onde ajudam “milhões de ucranianos afetados pela guerra a lidar com a crise”, a reconstruir as suas vidas e a trabalhar para a sua autossuficiência, “ao mesmo tempo que apelam a um apoio contínuo para evitar que a catástrofe humanitária se agrave ainda mais”.

“O nosso objetivo é ajudar as pessoas afetadas pela guerra a saírem da crise e a voltarem a ser económica e socialmente ativas, tornando-se, tanto quanto possível, independentes da ajuda humanitária”, explica a presidente da Caritas Ucrânia.

Tetiana Stawnychy acrescenta que para começarem uma recuperação precoce “num sofrimento tão colossal”, podem necessitar de apoio adicional em termos de “soluções habitacionais, cuidados psicossociais, emprego, educação e cuidados de saúde”.

A Cáritas Ucrânia e a Cáritas-Spes Ucrânia apoiaram “mais de 4 milhões de pessoas necessitadas desde o início da invasão em grande escala da Rússia”, em 2022, e continuam “incansavelmente a prestar apoio”, que inclui assistência urgente em termos de “abrigo, alimentação, água e saneamento”, juntamente com apoio jurídico, médico e psicossocial”, realça a Cáritas Internacional.

“É difícil enfrentarmos isto sozinhos. Tememos ser deixados sozinhos na sombra da guerra, por isso apelamos à comunidade internacional para que continue a apoiar a Ucrânia. Juntos podemos trabalhar para reconstruir e alcançar a paz na Ucrânia”, salientou o diretor-executivo da Caritas-Spes Ucrânia.

O padre Vyacheslav Grynevych explicou que “enquanto a guerra continua a devastar vidas”, os ucranianos estão determinados em “reconstruir, curar e prosperar”.

Desde o Hospital Gemelli, onde se encontra internado há onze dias, o Papa Francisco evocou o terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, falando numa “efeméride vergonhosa” para a humanidade, e também convidou “a rezar pelo dom da paz na Palestina, em Israel e em todo o Médio Oriente, em Myanmar, no Kivu [RD Congo] e no Sudão”, numa reflexão para a oração do ângelus, deste domingo, publicada na sala de imprensa da Santa Sé.

CB/OC

 

Vaticano: Papa assinala terceiro aniversário da guerra na Ucrânia, falando em «efeméride vergonhosa» para a humanidade

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