História e testemunhos sobre os 100 anos da revista
Figuras como o presidente Jorge Sampaio, o cardeal D. José Policarpo, Francisco Sarsfield Cabral, Ramalho Eanes, D. Januário Torgal Ferreira, Medina de Gouveia, Joseph Abraham Levi, D. António Marcelino, Jorge Miranda, José Barata-Moura, Daniel Serrão, Manuela Silva, Marcelo Rebelo de Sousa e José Augusto Mourão, entre outros, prestam o seu tributo à revista BROTÉRIA – cultura e informação. Os depoimentos destas figuras estão recolhidos no volume “Fé, Ciência, Cultura: Brotéria – 100 Anos”, coordenado por Hermínio Rico e José Eduardo Franco, que no próximo dia 14 de Fevereiro será apresentado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, autor do prefácio da obra. A edição é da Gradiva. As celebrações, no Grande Auditório do Colégio de S. João de Brito, em Lisboa, começam, pelas 15.00 horas, com o Colóquio “Fé, Ciência, Cultura: Desafios de Futuro”, que conta com a participação de Peter Stilwell, João Resina e Guilherme d’Oliveira Martins. Às 18.00 horas será lançado o volume comemorativo, que engloba ainda um conjunto de estudos sobre a revista coordenada pelos Jesuítas. DEPOIMENTOS “A Brotéria constitui um caso raro entre nós – o de uma publicação de carácter cultural que perdura há cem anos. Só essa longevidade merece ser sublinhada e saudada. Acontece, porém, que a essa longevidade junta-se uma qualidade ímpar e constante, que a tornou numa referência e num marco”. Jorge Sampaio “A Brotéria marcou o ritmo de uma leitura dos acontecimentos e de uma interpretação da história, conduzidos pelo pensamento cristão. Foi reflexão filosófica, intuição ética, proposta estética, análise literária, não fugindo à interpelação política. Foi espaço de criatividade e de liberdade, evidenciando a importância e a nobreza do pensamento na construção da cidade”. D. José Policarpo “Posso testemunhar quanto a Brotéria tem representado para a cultura portuguesa: uma janela aberta para as mais diversas disciplinas científicas e filosóficas, uma constante exigência de reflexão, uma âncora de serenidade crítica em diálogo com o pensamento contemporâneo”. Jorge Miranda “Porque traduz e fomenta um diálogo dos saberes, a Brotéria desempenhou, desempenha e espero que continue a desempenhar um papel de referência no nosso contexto cultural, em que a actualidade, sendo interrogada, não se esvai pelos meros interstícios da fugacidade”. José Barata-Moura “Que uma revista pode tornar-se um arquivo imprescindível da memória cultural do período histórico em que se faz, prova-o, entre nós, a Brotéria”. José Augusto Mourão
