Situação no Sudão é a pior crise humanitária da actualidade

A organização internacional independente de tutela e promoção dos direitos das crianças no mundo “Save the children” lançou um alerta para a actual situação em Darfur, no oeste do Sudão. A região é palco de violências étnicas há cerca de 15 meses, e milhares de menores já abandonaram as suas casas e famílias. A situação pode piorar ainda mais com os violentos temporais de verão, como recorda a agência do Vaticano para as missões, Fides. As previsões internacionais indicam que cerca de 350.000 pessoas vão morrer nos próximos três meses mesmo que a ajuda humanitária comece a chegar neste momento. Sem ela, poderão perder a vida cerca de um milhão de pessoas. O aumento do número de refugiados e deslocados sudaneses está mesmo a causar alarme junto das organizações humanitárias que trabalham no local. A estação das chuvas tornará ainda mais difícil a distribuição de alimento e a assistência em geral. Em particular, existe o risco da difusão de epidemias de malária, sarampo e cólera. Em resposta a este grave estado de crise, “Save the Children” forneceu, até agora, tendas e abrigos temporários a 16.000 famílias, e está ajudando o Programa Mundial de Alimentos na distribuição de géneros a mais de 284.000 desalojados. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powel, vai deslocar-se esta semana ao Sudão, para tentar desbloquear as conversações de paz na região do Darfur (Oeste) e assistir à última fase das negociações entre o Governo de Cartum e os rebeldes do Sul. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, visita o Sudão na mesma altura. A região de Darfur é palco, segundo as Nações Unidas, da pior crise humanitária da actualidade.

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