Situação mais calma na Bolívia

Igreja ajuda populações mais afectadas Eduardo Rodríguez, o novo Presidente da Bolívia empossado nesta sexta-feira, comprometeu-se a convocar eleições gerais antecipadas até final de 2005. O novo Presidente afirmou, desde logo, que tenciona cumprir “um breve mandato” e que prosseguirá, como prioridade, a “renovação do sistema”. Rodríguez dispõe agora de 180 dias para convocar eleições. A perspectiva de eleições e as declarações de Eduardo Rodríguez contribuíram para fazer baixar a tensão em toda a Bolívia e, particularmente, em Sucre, localidade no Sudeste do país, palco nos últimos dias de violentas manifestações, que provocaram, de quinta para sexta, um morto e um número indeterminado de feridos. A substituição de Carlos Mesa contribuiu para acalmar o ambiente político, mas, segundo a maioria dos analistas, não resolve alguns dos problemas centrais na origem da actual contestação, designadamente a nacionalização da indústria do gás e petróleo, pedida nas manifestações, e a autonomia das províncias mais ricas do país, além das questões em torno do processo de Gonzalo Sanchez de Lozada, presidente em Outubro de 2003 – altura de manifestações contra a exportações de combustíveis, violentamente reprimidas por sua ordem e que teriam custado a vida a entre 60 e 80 pessoas. Apesar da situação de maior calma em toda a Bolívia, o país continua confrontado com uma penúria de alimentos e combustível, em especial nas grandes cidades, devido ao clima de instabilidade. A “Cáritas Bolívia” colocou em andamento um plano de emergência para socorrer as pessoas que estão a padecer com a escassez de produtos de primeira necessidade Esta operação humanitária está a ser realizada em coordenação com a Cáritas de “El Alto” através de todas as paróquias da diocese. Juntamente com esta acção de prevenção perante uma possível emergência, a Igreja católica no país está a trabalhar estreitamente com o governo boliviano e os líderes dos diversos grupos sociais para procurar uma solução pacífica à actual crise. A mediação da Igreja no país foi pedida por diferentes sectores como ajuda para encontrar saídas às tensões criadas após semanas de protestos indígenas, que pedem a nacionalização das suas reservas de gás e petróleo.

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