Setúbal: D. Américo Aguiar inicia visitas pastorais às 57 paróquias

Bispo diocesano quer encontrar «pessoas concretas, comunidades concretas, histórias feitas de fidelidade generosa e também de fragilidades»

Foto Diocese de Setúbal

Setúbal, 02 jan 2026 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal vai iniciar um programa de visitas pastorais às 57 paróquias da diocese, procurando fazer desse tempo um caminho “de escuta”, de “atenção” e de discernimento sobre os “caminhos” a seguir.

“As visitas pastorais querem ser um tempo de discernimento sereno, ajudando cada paróquia a identificar prioridades, a fortalecer a corresponsabilidade e a iniciar processos que deem frutos de esperança, mesmo quando exigem paciência e perseverança”, escreve D. Américo Aguiar numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

O responsável afirma ser sua intenção não resumir as suas visitas a locais da esfera católica, mas assegura a vontade de “visitar também realidades só tangencialmente tocadas pela igreja durante a visita, abrindo portas para a comunidade se inserir nessas realidade”.

“Talvez fosse interessante referenciar que a comunidade não dilui a necessidade de um testemunho pessoal em ambientes adversos ou indiferentes”, assinala.

A visita pastoral é assumida como num gesto de “proximidade”, onde o bispo quer “confirmar a fé, fortalecer a comunhão e renovar a esperança”.

Sendo o ministério episcopal apresentado como “serviço de unidade e de comunhão”, D. Américo Aguiar deseja concretizar esse objetivo: “O pastor não governa à distância, mas caminha com o seu povo, escutando, acompanhando e cuidando”.

O bispo de Setúbal entende serem momentos de “verdade, onde se escuta o que alegra, o que preocupa, o que cansa e o que faz esperar”.

“Não procuramos comunidades ideais, mas comunidades reais, acompanhadas com paciência e esperança”, assegura o responsável, que adianta a intenção de escutar “pessoas concretas, comunidades concretas, histórias feitas de fidelidade generosa e também de fragilidades”.

D. Américo Aguiar aponta para uma Igreja que se torna credível quando atua com “proximidade, escuta e cuidado, e não em distanciamento ou mera gestão” e que “anuncia Cristo” não a partir de si mesma, mas no “encontro com as pessoas concretas e com as realidades do mundo”.

“Que este caminho fortaleça a comunhão, renove o ardor missionário e nos ajude a caminhar juntos, como Igreja viva, próxima e servidora, no coração do mundo”, finaliza na mensagem publicada na página da Internet da diocese de Setúbal.

LS

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