“É fundamental e urgente sensibilizar a comunidade cristã para os problemas da injustiça, pobreza e marginalização” – afirma o comunicado da Cáritas de Viseu, que dia 17 de Maio, realizou um encontro de agentes da Pastoral Social. O mesmo documento realça ainda que o conceito de Paróquia, que “deve ser um espaço de proximidade, mas que se perdeu, tem que ser novamente estimulado”. Como no mundo actual a pobreza e a exclusão social estão “a aumentar”, os agentes referiram que as respostas a esta situação, “são mais difíceis de ter sucesso pelas vias tradicionais”. As respostas convencionais, por parte do Estado e da família, “entraram em crise”, sobretudo porque o quadro “territorial que lhe serve de referência perdeu o significado, dada a era global que atravessamos”. Em relação às respostas do Estado, a estes problemas que afectam a sociedade contemporânea, as conclusões salientam que “não são tão próximas, tão prontas, nem tão afectivas como as respostas das IPSS”. E adiantam: “os grupos locais de Acção Social e as IPSS, devem deixar de ser protectores, para passar a serem agricultores e combinar no voluntariado a competência dos profissionais e nos profissionais o amor do Voluntariado”. O trabalho voluntário “deve ser organizado e não feito por acções individualistas” – conclui.
