Segredos de uma liderança radiofónica

Explicações do director de informação da Rádio Renascença O segredo do sucesso está na “mistura sábia” de vários conteúdos onde a “religião também tem o seu espaço” – confessou à Agência ECCLESIA Francisco Sarsfield Cabral, director de informação da Rádio Renascença (RR). O Grupo Renascença, que é líder das audiências de rádio em Portugal, não trata somente de questões de índole religiosa. A “nossa” informação é geral mas os acontecimentos religiosos “têm um interesse especial para nós” ao contrário de “outras rádios” – sublinhou o director de informação. E continua: “se tivermos uma notícia de religião importante damo-la tal com damos uma notícia de economia ou de desporto”. Apesar de a RR ter uma “posição sobre o aborto ouve pessoas que tem posições diferentes”. A sua linha editorial coloca também em “antena os outros”. Uma imagem que transmite “credibilidade” – realça Francisco Sarsfield Cabral. Se o conteúdo da notícia for «anti» – deu o exemplo dos padres pedófilos nos EUA – “falamos também no assunto porque e procuramos informar”. Muitos noticiários não abordam questões religiosas mas se os bispos ou João Paulo II tomarem “alguma posição daremos destaque”. A Rádio Renascença tem um noticiário, o das 18 horas, especificamente religioso mas “muitas vezes não esperamos por essa hora para transmitir a notícia”. E adianta: “temos de ter o feeling” para perceber se avançamos ou guardamos”. Como a temática religiosa tem as suas especificidades, Francisco Sarsfield Cabral disse que há um grupo de jornalistas “especializados naquelas matérias” tal como as de economia, política ou assuntos judiciais. Das 18 às 19 horas, a religião ocupa “grande parte deste espaço” (noticiário e terço) só intercalada com a «Bola Branca» – talvez a segunda religião dos portugueses. Ao nível da programação, a RR tem vários programas religiosos: Terço, Eucaristia, Ventos e Marés, Dia do Senhor e Terra Prometida”. Espaços onde a mensagem ganha “preponderância” – disse o director de Informação. Mesmo fora do seu âmbito, visto que não pertence à área de informação, Francisco Sarsfield Cabral salienta que “se a Renascença retirasse o terço da sua programação acho que haveria um motim”

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