Secularismo combate «rogações» no Alentejo

Ausência de chuva preocupa bispo de Beja que já pediu ao clero para “estar atento aos casos de maior gravidade” O Bispo de Beja, D. António Vitalino, já alertou o clero da diocese para que “se ponha uma intenção especial sobre a seca no Alentejo e que esteja atento aos casos de maior gravidade” – referiu o prelado de Beja à Agência ECCLESIA. O Alentejo tem sido a região do país mais afectada pela seca. Algumas populações já estão sem abastecimento de água e os animais morrem de sede, situações que preocupam a Diocese de Beja. “Como grande parte da agricultura no Alentejo é de sequeiro, quando falta a chuva falta tudo” – sublinhou D. António Vitalino A Diocese de Beja está inserida numa região sem recursos, a Barragem do Alqueva ainda não é solução, e começam a faltar as reservas de água. Se as albufeiras não se “recompõem vai faltar muita água no Verão”. O Bispo de Beja está sobretudo preocupado com os agricultores que acumulam dívidas e muitos já nem sequer podem recorrer ao crédito. É uma situação muito grave – diz D. António Vitalino. Era hábito no Alentejo fazerem-se procissões onde se pedia “bom tempo e boa colheita”. As “chamadas rogações” – mencionou o prelado. Liturgicamente estão previstas, só “que esse costume foi-se perdendo”. Com o ambiente de secularismo “as pessoas pensam mais nos subsídios da União Europeia do que em Deus”. Até ao momento não está pensada nenhuma campanha para auxiliar os mais atingidos pela seca. Neste território, a força da Cáritas e da Igreja “é muito reduzida”. Mesmo a fazer “seria uma gota de água no oceano” – disse o bispo de Beja. E lança uma hipótese: “a haver qualquer iniciativa teria de ser concertado a nível nacional”. Com esta crise há muitas pessoas “que têm os seus postos de trabalho ameaçados” – finaliza.

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