Polémica em torno da degradação da Catedral arrasta-se há anos A Sé do funchal está a conhecer, neste momento, trabalhos de impermeabilização e drenagem dos terraços. A intervenção, a cargo da Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC), surge largos meses após um estudo e várias denúncias do bispo do Funchal terem dado conta da degradação daquela infra-estrutura. A polémica, surgida em 2001, tem levado D. Teodoro de Faria a manifestar-se sobre a degradação do edifício, localizado no coração da cidade. Nessa altura um estudo da Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) detectou “vários problemas na estrutura, deslizamento nas fundações do edifício e arrastamento das terras subterrâneas”, além das hoje visíveis infiltrações de água na torre, consequência da perda das gárgulas, e no tecto do altar-mor, que recentemente foi restaurado. Outro estudo, da Universidade de Aveiro, revelou há dois anos “a contínua degradação da pedra do edifício da Sé” que originou promessas políticas de uma intervenção de restauro. Na altura, as declarações do Bispo do Funchal – atribuindo a degradação à “incúria e descuido dos homens”, provocaram algum mal-estar, mas a nova a tutela da DRAC tem em execução uma série de trabalhos. Entre eles, a impermeabilização de terraços e drenagens da Sé do Funchal. A demolição dos pavimentos em tijoleira, a impermeabilização do pavimento em cantaria com telas, a colocação de novas tijoleiras e limpeza de juntas na Torre Sineira, a regularização do lajedo junto à parede Sul da igreja e a reparação e pintura dos gradeamentos degradados, são outras das operações previstas na Catedral madeirense.
