Santuário: Marco Daniel Duarte aponta vontade de levar Fátima «cada vez mais longe»

Diretor do Departamento de Estudos da instituição aborda conclusão do webinar «desCodificar Fátima», que atrai «diversidade de proveniências», e avança a continuidade do projeto

Foto Arlindo Homem/AE

Lisboa, 29 jan 2026 (Ecclesia) – O diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima manifestou a vontade de alargar a projeção deste lugar, num balanço sobre o V Seminário de temas sobre a história e mensagem deste local de culto.

“Este formato é um formato que nos é particularmente querido, é já a quinta edição, esta que terminou ontem, e aquilo que pretendemos é que Fátima chegue cada vez mais longe”, afirmou Marco Daniel Duarte, em entrevista ao Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.

O Departamento de Estudos do Santuário de Fátima promoveu ao longo do mês de janeiro, em todas as quartas-feiras (dias 7, 14, 21 e 28), uma nova edição do “desCodificar Fátima”.

O coordenador desta iniciativa reconhece que Fátima se encontra dentro do Catolicismo atual “com uma difusão particularmente grande”, não só em Portugal, mas nos diferentes lugares do mundo.

“Sabemos quão importante é para o mundo católico atual a mensagem da Cova da Iria, mas depois precisamos também de fazer chegar alguns pormenores de Fátima, alguns episódios específicos”, explica.

Marco Daniel Duarte refere que, não sendo possível levar algumas temáticas a partir de um congresso, em formato presencial, o Santuário faz uso dos sistemas online para proporcionar o alcance a diferentes regiões do mundo.

Sobre as inscrições no “desCodificar Fátima”, o responsável indica que há pessoas de uma “diversidade de proveniências” que assistem ao seminário, alguns “com prática religiosa” e com conhecimento acerca deste lugar e outros com propósito de investigação.

“São investigadores das áreas das ciências sociais e humanas, das áreas da antropologia, da teologia, obviamente, e das ciências religiosas, e muitos, muitos com interesse a partir dos conteúdos ligados à arte, nomeadamente aqueles profissionais que têm como função mediar o património do Santuário de Fátima”, mencionou.

Além destes, também guias-intérpretes se inscrevem na iniciativa não apenas para perceberem os aspetos ligados à construção do Santuário, mas também à própria teologia que está na base do fenómeno de Fátima.

Foto: Agência ECCLESIA/MC

Também os mais céticos são atraídos para este seminário, dá conta Marco Daniel Duarte.

Sobre o programa do “desCodificar Fátima”, o investigador relata que em cada edição, a quarta-feira, são apresentadas duas temáticas, uma “normalmente ligada à história, à mensagem, à teologia” e outra “dedicada aos aspetos artísticos e culturais”.

“Em cada sessão temos meia hora de um tema, meia hora de outro, tentamos ser muito disciplinados, precisamente, para que Fátima apareça diante daqueles que nos estão a ouvir, que estão connosco, […] de forma descodificada”, esclarece.

Marco Daniel Duarte informa que ao longo das cinco edições, já foram abordados “40 temas, todos eles diferentes”, que atraem públicos que estão longe de Portugal, alguns de língua portuguesa, outros nem tanto.

Itália, Japão, Colômbia, México, Brasil, França, Inglaterra e Suíça são alguns dos países representados na iniciativa o que, para o Santuário, apresenta um “grande desafio” de tentar perceber como continuar a levar Fátima mais além, e, “sobretudo, a partir também da investigação”, disse o responsável.

O ‘desCodificar Fátima’ 2026 chegou ao fim na passada quarta-feira, mas já há novidades sobre a próxima edição.

“A promessa foi feita ontem, portanto no último ‘desCodificar’ deste ano, já foram lançadas as datas do próximo”, revelou Marco Daniel Duarte.

O especialista conta que os inscritos “vão ter oportunidade de olhar Fátima a partir da investigação que é feita no arquivo do Santuário”, “na biblioteca, no museu, pela equipa de investigação”.

“Enquanto os cursos de verão, por exemplo, que fazemos e que levamos a cabo no mês de julho, esses são presenciais e são ministrados por formadores de dentro do Santuário e por formadores de outras academias, o ‘desCodificar’ é sempre pela equipa do Santuário”, sublinha.

HM/LJ/OC

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