Santa Sé rejeita vacinas elaboradas com células de fetos abortados

A Academia Pontifícia para a Vida (APV) exigiu alternativas à utilização de vacinas “elaboradas com células procedentes de fetos abortados voluntariamente”. A posição da APV foi tomada a pedido da Congregação para a Doutrina da Fé tendo em vista uma prática habitual nos EUA. Num artigo publicado na revista “Medicina e Moral”, editada pelo Centro de Bioética da Universidade Católica de Roma, a APV procuram “respostas a uma pergunta precisa proposta por alguns grupos de associações pró-vida dos Estados Unidos, que se encontraram perante este problema”. “Nos EUA pratica-se a vacinação obrigatória às crianças das escolas , contra a rubéola, o sarampo, a varicela, com uma vacina que se denomina RA27/3. É contra a rubéola, mas podem existir também vacinas trivalentes, contra rubéola, sarampo e varicela”, explica à Rádio Vaticano o Bispo Elio Sgreccia. Na Itália, por exemplo, são empregues vacinas elaboradas de forma diferente, utilizando células animais, mas os Estados Unidos usam ainda uma vacina “que foi elaborada com células procedentes de fetos humanos abortados” ilustra o presidente da APV. “Deu-se na origem, há já vários anos, a colaboração entre quem elaborou a vacina e quem praticou o aborto. Este é o ponto que suscitou a oposição dos movimentos pró-vida”, especificou o prelado. Neste contexto, “a oposição dos progenitores à vacinação nas escolas choca tanto com as disposições estatais como com o bem das crianças, as quais não têm outras vacinas a que recorrer”. Perante esta situação, a Academia Pontifícia para a Vida explica no seu documento que “utilizar vacinas nesse contexto preciso, nos EUA, é lícito porque ali não há outras vacinas à disposição neste momento”. A APV não deixa, contudo, de defender que “o Estado deve requerer às indústrias que fabriquem vacinas sem recorrer a fetos, muito menos ao aborto, porque hoje, com os progressos da ciência, podem-se elaborar adequadamente vacinas eficazes, como sucede na Europa, recorrendo a células animais”. Redacção/Zenit

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