Santa Sé pede na ONU os meios para que as populações indígenas protagonizem o seu próprio desenvolvimento

A Santa Sé pediu na ONU que se estabeleçam os meios necessários para que os indígenas possam ser os principais protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Ao tomar a palavra no Comité da Assembleia Geral que discutiu o Programa de Actividades da Década Internacional dos Povos Indígenas no Mundo, o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, D. Celestino Migliore, expôs três princípios que a Igreja considera indispensáveis para que a comunidade internacional responda às necessidades dessas populações. “Em primeiro lugar – indicou – está o direito ao desenvolvimento que é inerente a toda pessoa, grupo ou nação e, portanto, também aos 370 milhões de pessoas indígenas do mundo.” Em segundo lugar o arcebispo exigiu um desenvolvimento integral, incluindo os aspectos “económicos e sociais, políticos e culturais, morais e espirituais.” Finalmente, voltou a vincar que “as populações indígenas é que devem ser arquitectas do seu próprio desenvolvimento”. As iniciativas de ajuda que neste contexto se empreendem, reconheceu o arcebispo Migliore, exigem um critério fundamental: “envolver as populações indígenas nos diferentes passos dos projectos, desde os estudos de viabilidade até sua aplicação, desde a avaliação até os pormenores”. Recordando que a década dos povos indígenas conclui-se em 2004, o D. Migliore afirmou que “a Santa Sé continua comprometida na causa” para “permitir que os povos indígenas ocupem o lugar que lhes compete”.

Partilhar:
Scroll to Top