Santa Sé pede mais solidariedade aos países desenvolvidos

O Arcebispo Celestino Migliore, Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, pediu mais ajuda dos países desenvolvidos para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. “A escassa ajuda económica e as condições económicas internacionais não permitiram ainda aos países mais pobres alcançar as metas mais importantes no âmbito da educação, da saúde e o acesso à água e aos saneamento básico”, advertiu. Ao intervir durante a assembleia sobre o tema Seguimento dos resultados da Cimeira do Milénio” que se celebrou em Setembro de 2000, o representante do Papa na ONU assinalou que “é alentador ouvir as delegações que falam do seu compromisso a favor de um desenvolvimento que tem um rosto humano”. O prelado recordou que houve progressos para conseguir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e que alguns países “foram capazes de pôr em andamento um processo significativo de desenvolvimento económico, permitindo-se pagar por si mesmos o custo económico dos Objectivos de Desenvolvimento”. O total da ajuda oficial, afirmou o Arcebispo Migliore, foi muito inferior “aos 0,7 por cento do PIB, conforme o estabelecido no acordo fixado há muito tempo”. “A capacidade dos países mais pobres, que se encontram principalmente na África, de conseguir benefícios fiscais e de exportação não aumenta por causa da subvenção à exportação dos países ricos e pelas tarifas impostas às exportações africanas. Estas, às vezes são dez vezes superiores às das mercadorias que circulam nos países da OCDE”, criticou. Em conclusão, o observador da Santa Sé pediu que “se tomem iniciativas para que a acção dos governos nacionais e internacionais seja mais consistente”.

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