Santa Sé pede estatuto especial para Jerusalém

A Santa Sé continua convencida de que Jerusalém pode passar de um problema a um motivo de paz na Terra Santa, mas para isso precisa de um estatuto especial. O cardeal Jean-Louis Tauran, antigo chefe da diplomacia do Vaticano, considera que para salvar o carácter sagrado e único de Jerusalém é necessário “elaborar um estatuto especial, garantido no âmbito internacional, para os locais mais sagrados da cidade”, ou seja, os lugares santos do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. O cardeal francês falou na jornada de encerramento do encontro “Jerusalém, onde mora teu Nome?”, organizado no Mosteiro italiano de Camaldoli por iniciativa da revista italiana Il Regno. Aquele que durante treze anos foi o secretário para as relações com os Estados da Santa Sé, destacou o papel da cidade de Jerusalém como “alicerce” de uma possível solução do conflito israelo-palestiniano e como cidade da paz, elemento de união e pacificação entre ambos os povos. D. Tauran evocou a posição dos pontificados de Pio XII, Paulo VI e João Paulo II, sintetizando-os em três preocupações principais da Santa Sé: a salvaguarda do carácter sagrado de Jerusalém; a sobrevivência das comunidades religiosas, em particular a católica; e a paz na Terra Santa. “Desde sempre os Papas tiveram consciência de que Jerusalém oferece uma imagem de três mundos e que nenhuma das três religiões monoteístas deve prevalecer sobre as outras, contando com uma hegemonia plena sobre a cidade”, considerou.

Partilhar:
Scroll to Top