A Santa Sé defendeu na última Conferência internacional da Cruz Vermelha que o direito internacional deve garantir a ajuda humanitária em zonas de guerra e conflitos. D. Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas em Genebra, explicou que “alguns governos são reticentes na hora de aceitar mecanismos efectivos de controlo enquanto a opinião pública parece ter-se acostumado às violações do direito humanitário como se o doloroso espectáculo de uma multidão de vítimas levasse à resignação em vez de a uma resoluta reacção, capaz de influir nas decisões políticas e militares erradas”. “Esta Conferência tem lugar num momento caracterizado por ruídos de guerra e por uma explosão de terrorismo de uma magnitude jamais vista”, acrescentou. A Santa Sé manifestou a convicção de que o direito humanitário internacional é uma ferramenta “importante, incalculável, inegociável e sempre relevante”, pelo que continuará a fomentar iniciativas adequadas de carácter inter-religioso para “defender a dignidade humana durante os conflitos armados e para promover o respeito do direito humanitário internacional”.
