Santa Sé defende melhor integração dos jovens no mundo do trabalho

A Santa Sé considera que para promover uma globalização solidária é necessário começar por uma resposta aos jovens do mundo que, em idade de trabalho, não encontram um emprego hoje em dia. Esta foi a proposta colocada pelo Arcebispo Silvano M. Tomasi, observador permanente da Santa Sé junto das instituições das Nações Unidas em Genebra, ao intervir na Conferência Geral do Trabalho, que decorre de 31 de Maio a 16 de Junho. “É urgente encontrar uma resposta ao facto de que, globalmente, menos da metade dos jovens que podem trabalhar tenha encontrado emprego no ano 2004 e ao facto de que se calcule que 59 milhões de jovens entre 15 e 18 anos estão envolvidos em trabalhos perigosos”, denunciou. Citando um discurso de João Paulo II à Organização Internacional do Trabalho, de 15 de Junho de 1982, o representante vaticano perguntou: “podemos tolerar uma situação na qual muitos jovens se encontram sem a perspectiva de encontrar um dia um trabalho ou de que este deixe neles cicatrizes indeléveis?”. “O caminho que leva a um trabalho digno para uma vida digna, num mundo no qual a globalização da solidariedade é um elemento importante, começa com os jovens e com a promoção do seu emprego”, afirmou. O representante católicos pediu também um compromisso global para acabar com os 12,3 milhões de pessoas que hoje em dia são vítimas do trabalho forçado no mundo. “O trabalho permanece um elemento central para o futuro, mas o protagonista do trabalho é a pessoa humana e salvaguardar a sua dignidade e centralidade em todas as novas realidades é a melhor garantia para um mundo mais justo e pacífico”, concluiu. Zenit/Redacção

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