Santa Sé defende desarmamento nuclear

A Santa Sé afirmou perante as Nações Unidas que a paz não pode se basear nas armas nucleares, pois estas “constituem uma ameaça para a humanidade”. O representante de João Paulo II, arcebispo Celestino Migliore, falava ontem perante o comité de preparação da conferência de revisão do Tratado sobre não-proliferação de armas nucleares (NPT, siglas em inglês), que se celebrará em 2005. “A Santa Sé reitera sua posição, segundo a qual, uma paz baseada em armas nucleares não pode ser a paz que procuramos para o século XXI”, afirmou. Nesse sentido, o arcebispo exigiu dos Estados uma “oposição fundamental às armas nucleares como uma ameaça para a sobrevivência da humanidade”. De acordo com o observador da Santa Sé, “chegou o momento em que todos os Estados cumpram a conclusão unânime do Tribunal Internacional de Justiça, segundo o qual, as negociações para o desarmamento nuclear devem perseguir-se e conseguir-se com lealdade, sob estritos e efectivos controlos internacionais”. O prelado manifestou-se favorável à convocação de uma conferência internacional para encontrar a forma de eliminar os perigos nucleares, “como os que menciona explicitamente a Declaração do Milénio de Nações Unidas”. Dirigindo-se ao comité preparatório, que se encontra reunido em Nova Iorque até 7 de Maio, D. Migliore explicou que o compromisso de desarmamento é particularmente necessário no actual contexto geopolítico, tendo em conta especialmente a ameaça proposta pelas redes terroristas mundiais que adquirem armas de destruição em massa. “Os Estados com armas nucleares deveriam ser submetidos a pressões para que revelem sob que condições de segurança poderiam eliminá-las”, concluiu.

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