Santa Sé defende a família como património da humanidade

A Santa Sé defendeu ontem que a família não é monopólio de ninguém, mas sim “património da humanidade”. O Cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, inaugurou no Vaticano a XVI Assembleia Plenária do Dicastério, lançando uma interrogação: “que rosto terão no futuro próximo os nossos povos, as nossas nações?”. O encontro, que se realiza de dois em dois anos, tem como tema “A missão dos casais maduros e experimentados em relação aos noivos e aos jovens casais”. Os participantes na Assembleia Plenária serão recebidos pelo Papa, em audiência, no dia 20 de Novembro, sábado. Na abertura dos trabalhos, o Cardeal Trujillo foi particularmente crítico para com as mudanças legislativas promovidas pelo governo espanhol, considerando que “o caso da Espanha tem provocado uma reacção, que necessita de todo um arsenal de posições e de elementos de defesa, tanto a respeito da fé como da própria razão”. “É preciso recordar que a família é património da humanidade”, afirmou. O presidente do Conselho Pontifício para a Família lamentou que “algo que foi reconhecido por todas as legislações de todas as culturas e povos como é o matrimónio, seja questionado nos últimos dez anos”. “Os parlamentos, submetidos a disciplinas de partido, aprovam leis debaixo de uma certa ideia de democracia. Crê-se que as leis sejam boas porque foram aprovadas dentro do jogo da democracia, mas não porque façam um bem ao homem e à sociedade”, atirou, tendo em vista os projectos legislativos que legalizam a união homossexual e permitem a adopção de menores por parte dos mesmos. O Cardeal admitiu mesmo uma “desobediência cívica”, assinalando que “se as leis não revertem em benefício do homem, não obrigam”.

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