A Santa Sé manifestou-se na ONU contra a “criminalização” dos refugiados, desterrados, repatriados, imigrantes e apátridas por parte da sociedade e da classe política. “É preocupante saber que, como relata o ACNUR, alguns meios de comunicação e inclusive personagens políticas continuem a descrever os que procuram asilo, os refugiados e os apátridas com desconfiança e preconceitos”, afirmou o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, arcebispo Celestino Migliore. O discurso de 4 de Novembro, sobre o último relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), foi ontem divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé. “Esta desafortunada descrição (“suspeitos”) contribui muitas vezes para torná-los vítimas de humilhações, perseguições e até mesmo de violência”, acrescentou. A este respeito, o arcebispo assegurou que a Santa Sé “está perfeitamente a par e preocupa-se muito com os problemas que atingem os refugiados, desterrados, repatriados, imigrantes e apátridas”. O Observador da Santa Sé recordou que a Igreja Católica acumulou uma vasta experiência no trabalho com refugiados e desterrados e vincou que “na actualidade estas categorias abarcam milhões de seres humanos”. O arcebispo Migliore explicou que a Santa Sé, através do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o Conselho Pontifício “Cor Unum”, a Caritas Internationalis e outros organismos, coopera com outras instituições e “apoia os esforços da ACNUR para proteger a dignidade humana dos refugiados, garantir os seus direitos humanos fundamentais e a reunificação familiar”.
