A Santa Sé condenou os recentes massacres no Burundi, onde pelo menos 150 pessoas morreram e 111 ficaram feridas na noite de sexta-feira durante um ataque a um campo de refugiados tutsis congoleses em Gatumba. O Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, enviou um telegrama ao representante do Papa no país, D. Paul Gallagher, em nome de João Paulo II, onde revela a proximidade da Igreja Católica “com as pessoas tocadas por este drama”. O Papa encoraja o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados “na sua importante missão de cuidar dos feridos e prestar assistência às famílias e aos refugiados da região”. O ataque, que ocorreu junto à fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), foi reivindicado pelo porta-voz do grupo rebelde hutu do Burundi Forças Nacionais de Libertação. O campo de Gatumba, a 20 quilómetros a oeste de Bujumbura e a apenas quatro quilómetros da fronteira do Burundi com a RDC, acolhe quase exclusivamente tutsis congoleses originários do Ruanda, que em Maio e Junho últimos fugiram da violência na província congolesa Sud-Kivu, na fronteira do Ruanda com o Burundi.
