Santa Sé condena clima de «terrorismo persistente»

Assassinato de embaixador do Egipto em Bagdad considerado como contrário a «qualquer sentimento de Religião» O Vaticano condenou hoje o “bárbaro assassinato” do embaixador do Egipto em Bagdad, Ihab al-Sherif, classificando esse acto como “contrário a qualquer sentimento de humanidade e de Religião”. Numa carta de condolências enviada à embaixadora do Egipto junto da Santa Sé, o Cardeal Angelo Sodano lamenta o “contexto mundial de terrorismo persistente”, após os atentados que ontem sacudiram a cidade de Londres, e pede à comunidade internacional que não diminua “o compromisso contra a violência e o esforço comum para procurar e eliminar as suas causa políticas, sociais e culturais”. O embaixador egípcio em Bagdad, Ihab al-Sherif, de 51 anos, foi o primeiro chefe da missão diplomática no Iraque a ser raptado e depois assassinado, desde que os grupos armados começaram a recorrer à tomada de reféns na Primavera de 2004. A Santa Sé lembra que “na história da humanidade, a figura do Embaixador é considerada sagrada, enquanto representantes do seu povo e pela natureza do seu ofício, sempre comprometido numa missão de paz”. O Secretário de Estado do Vaticano deixa, em nome do Papa, as condolências e a promessa de oração ao presidente Hosni Mubarak e a todo o povo egípcio, “amante da paz”.

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