A Santa Sé irá apresentar no próximo dia 17 de Dezembro a Fundação “O Bom Samaritano”, uma espécie de Fundo Global da Igreja Católica que tem como objectivo ajudar economicamente os doentes mais necessitados, de modo particular os contagiados pelo VIH/SIDA. O organismo, com sede da Cidade do Vaticano, foi confiado ao Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, que o promoveu. Em Julho deste ano o cardeal Lozano Barragán, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, anunciara que a Secretaria de Estado do Vaticano tinha aprovado a criação de uma Fundação para a luta contra a SIDA e explicava que o seu objectivo é “planificar as exigências mais urgentes da SIDA e distribuir os recursos de acordo com as prioridades em toda a África, ou outros países do mundo”. A Santa Sé pretende uma fundação aberta a todos os que desejam ajudar os doentes de SIDA no continente africano, com tarefas bem precisas, segundo as necessidades dos países mais atingidos, mais pobres, mais carentes de recursos. “Queremos que seja uma instituição que englobe toda a Igreja católica – destacou o cardeal – permanecendo fiéis aos nossos ideais prioritários em relação à doença, que são antes de tudo a prevenção e a assistência ao doente”. Prevenção e educação aos valores cristãos de fidelidade, especialmente da castidade, da fidelidade conjugal e da abstinência sexual, além de uma atenção especial à transmissão vertical mãe-filho, e à sanguínea serão as actividades da Fundação. “O Bom Samaritano” trabalha de duas formas: o primeiro movimento consiste em solicitar recursos entre os católicos de todo o mundo; a segunda operação é distribui-los para a ajuda aos doentes mais pobres e desprotegidos a nível internacional, assim como para a prevenção da SIDA. No último dia mundial de luta contra a SIDA o cardeal Barragán lembrava como, “respondendo ao apelo do Santo Padre, a Igreja Católica, desde o aparecimento deste terrível flagelo, sempre deu a sua contribuição, seja para prevenir a transmissão do vírus VIH, seja na assistência aos doentes e a suas famílias no plano médico-assistencial, social, espiritual e pastoral”. “Actualmente, 26,7% dos centros para o cuidado dos pacientes contaminados com o VIH no mundo são católicos”, assinalou.
