Santa Sé alerta para as doenças da democracia

O presidente do Conselho Pontifício da Justiça e Paz, Cardeal Renato Martino, considera que a democracia nos países desenvolvidos “está doente e corre sério perigo”. Falando em Angola, onde participou no II Congresso Pro Pace, o Cardeal Martino afirmou que “nesses países a democracia enferma de excessivo relativismo e individualismo”. No seu encontro com responsáveis eclesiais angolanos, o antigo representante da Santa Sé na ONU referiu vários desafios para a Justiça e Paz no planeta, as ameaças de guerra e o terrorismo. “Já comparei o terrorismo à quarta guerra mundial porque a terceira foi a guerra fria, mas o terrorismo chega a todo o lado, aos meios públicos, aos cinemas, ao teatro e é preciso que a comunidade internacional trabalhe para desencorajar o suicídio das pessoas”, explicou. O Cardeal Martino abordou também a Doutrina Social da Igreja como elemento fundamental para o trabalho da Justiça e Paz. “A 25 de Outubro de 2004 foi apresentado o compêndio da Doutrina Social da Igreja redigido pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, por vontade do Papa. O documento foi acolhido com grande interesse porque aborda a construção da sociedade nos tempos futuros nos mais variados domínios”, referiu. Durante a reunião o cardeal teve também tempo para pensar em Angola e nos jovens exprimindo a sua satisfação. “A voz forte de Angola tocou-me o coração e os jovens de Angola são maravilhosos”, confessou. O Cardeal Renato Martino apontou a democracia com um dos grandes desafios da Justiça e Paz de Angola e de outros países no mundo, “de modo a salvaguardar a convivência pacífica na diferença”. O Apostolado

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