Roma: Colégio Pontifício Português celebrou 50 anos de «serviço» das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias

Religiosas dão «tempo, energias, sorriso, sacrifício, oração», segundo o carisma da fundadora, a Venerável Mary Jane Wilson, afirmou padre Estevão Fernandes

Foto: Colégio Pontifício Português

Roma, 02 fev 2026 (Ecclesia) – O Colégio Pontifício Português em Roma celebrou este domingo os 50 anos da presença das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias nesta instituição, a comunidade religiosa foi homenageada pelo “serviço fiel, discreto e essencial”.

“Cinquenta anos não são apenas uma medida do tempo, mas uma história tecida de dedicação quotidiana, de trabalho silencioso, de oração escondida, de atenção concreta às pessoas”, disse o reitor do Colégio Pontifício Português em Roma, no seu discurso de agradecimento.

Na informação divulgada pelo ‘Jornal da Madeira’, o padre Estevão Fernandes, afirmou que este cinquentenário das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (Irmãs Vitorianas) no Colégio Pontifício Português em Roma são “dias comuns vividos com amor extraordinário”.

“Uma presença discreta que sustentou a vida de todos os que habitam e habitaram esta casa”, acrescentou o sacerdote natural da Diocese do Funchal onde foi fundada esta congregação religiosa feminina a 15 de janeiro de 1884.

O Pontifício Colégio Português está ao serviço das dioceses nacionais, para a formação dos sacerdotes nas instituições de ensino de Roma, e acolhe também, há vários anos, residentes dos países lusófonos e outras partes do mundo.

Atualmente, a comunidade religiosa feminina na instituição católica é composta por quatro Irmãs Vitorianas, e o padre Estevão Fernandes, no agradecimento, afirmou que queriam “abraçar não só” estas irmãs, “mas também as dezenas de irmãs que, ao longo destes cinquenta anos, serviram neste Colégio”.

“A todas elas — também às que o Senhor já chamou para junto de Si — vai hoje o nosso pensamento agradecido”, acrescentou o reitor do Colégio Pontifício Português, instituição fundada por Leão XIII, a 20 de outubro de 1900.

Ao longo de cinco décadas, cada religiosa “deu algo de si, segundo o carisma da Venerável Mary Jane Wilson”, a fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, e indicou: “tempo, energias, sorriso, sacrifício, oração”.

A Eucaristia jubilar foi presidida pelo cardeal Angelo De Donatis, penitenciário-mor da Igreja Católica, e concelebrada por todos os sacerdotes que constituem a comunidade atual do Colégio Português.

O Colégio Pontifício Português comemorou os 125 anos de criação, no dia 20 de outubro de 2025, e a sua comunidade foi recebida pelo Papa, em audiência, no Vaticano, e Leão XIV concluiu a audiência agradecendo a dedicação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.

Na celebração deste cinquentenário, este domingo, o padre Estevão recordou as palavras do Papa dirigidas às religiosas, que “ressoam de modo particularmente verdadeiro”, quando agradeceu “a dedicação aos sacerdotes, a oração elevada ao Céu por eles e a atitude materna”.

“O vosso serviço não cuida apenas de um espaço, mas sobretudo do clima humano e espiritual da comunidade; sentimos que o nosso caminho sacerdotal é acompanhado com coração de mãe e espírito franciscano”, salientou o reitor do Colégio Pontifício Português, citado pelo Jornal da Madeira.

A Eucaristia incluiu dois gestos simbólicos, que disseram “obrigado pela vossa maternidade espiritual”, cada irmã Franciscana de Nossa Senhora das Vitórias recebeu uma flor e um ícone de Nossa Senhora, e este encontro jubilar dos 50 anos da congregação religiosa no Colégio Pontifício em Roma terminou com um almoço festivo.

A Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (CIFNSV) foi fundada a 15 de janeiro de 1884, no Funchal (Madeira), por Mary Jane Wilson, irmã Maria de S. Francisco, para tornar presente no mundo os valores do Reino de Deus e colaborar na missão salvadora de Cristo, através do ensino, enfermagem, cuidado às crianças e aos idosos, promoção humana, catequese, pastoral a jovens e adultos; Foi cofundadora Amélia Amaro de Sá, irmã Maria Elisabeth de Sá.

CB/OC

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