“Teologia e Pastoral do Matrimónio e da Família”. O tema ocupou desde a passada segunda feira (dia 27) a reflexão da Semana de Formação do Clero da Diocese de Coimbra. Até a manhã (do dia 31), na casa da Sagrada Família, junto à praia de Mira, três professores da Universidade Pontifícia de Salamanca desenvolveram a temática proposta, perante sacerdotes, agentes de pastoral familiar e alguns leigos. “O tema foi escolhido a partir do plano pastoral estabelecido este ano e que ocupará a diocese durante os próximos cinco anos”, afirmou à ECCLESIA o Cónego João Lavrador, Pró-Vigário-Geral da diocese de Coimbra. Matrimónio e Família, um tema actual que continua a ter os ecos do recente Congresso Nacional da Família onde a palavra “crise” foi muitas vezes utilizada. “Estes momentos de crise são momentos de repensar e renovar”, argumenta o Cónego João Lavrador que defende que o papel da Igreja “é ajudar os noivos, a partir da sua realidade concreta, ajudá-los a caminhar em prol do sacramento do matrimónio”. E quanto à “crise familiar “ de que hoje tanto se fala D. Albino Cleto, prefere falar “em mudança familiar”, mas acredita que “a família criada por Deus continua a ter futuro”. E as mudanças na família tradicional são visíveis naqueles que vivem em Uniões de Facto ou naqueles que se casam e depois se divorciam. Um tema abordado durante esta semana de formação por Dionísio Baróbio, um dos professores da Universidade Pontifícia de Salamanca que falou sobre a relação dos jovens face ao matrimónio e da teologia do matrimónio e da família. Para este docente, da disciplina de “Sacramentos”, a maioria dos jovens não está preparada para o casamento. E a “responsabilidade é em primeiro lugar da família”, afirma Dionísio Baróbio, a qual não educa os jovens para a constituição familiar. A sociedade é outra responsável. “Como educa a sociedade e como transmite uma cultura familiar?”, pergunta. Por fim uma parte da responsabilidade também vai para a Igreja. A Igreja “nem sempre educa e dá meios para educar, para informar e formar suficientemente em relação ao matrimónio”, defende Dionísio Baróbio.
