Fórum organizado pela Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações decorre de 5 a 6 de Novembro, em Fátima A Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações (CECSV) vai organizar de 5 a 6 de Novembro o Fórum Nacional dos responsáveis diocesanos e religiosos para estudar “O salto de qualidade na Pastoral Vocacional na Igreja em Portugal”. A iniciativa terá lugar no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, reunindo os Secretariados Diocesanos das Vocações e representantes dos Institutos de Vida Consagrada nas dioceses. O Pe. Jorge Madureira, secretário da CECSV e coordenador do novo Serviço Nacional de Vocações(SNV), explica à Agência ECCLESIA que a partir deste evento “o SNV irá começara desenvolver a sua acção”. Antes do Fórum, a equipa do SNV terá uma reunião de trabalho. D. Gilberto Canavarro Reis, presidente da Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações, preside à abertura do encontro, pelas 21h30. De seguida, os participantes apresentam “A realidade da Pastoral Vocacional nas dioceses de Portugal”. Sábado, às 9h30, D. José Augusto Pedreira, bispo de Viana do Castelo, e o Pe. Manuel Barbosa abordam o documento da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) “Bases para a Pastoral Vocacional”. Às 14h30, o Pe. Jorge Madureira apresentará o “Serviço Nacional de Vocações: objectivos e perspectivas”. Mudanças na Pastoral Vocacional A CEP apresentou em Abril deste ano as “Bases para a Pastoral Vocacional”, documento em que os Bispos propõem uma “mudança radical” na abordagem aos jovens católicos, com o objectivo de os cativar para o sacerdócio. O documento, de 42 pontos, constata “a carência de seminaristas e de aspirantes à vida religiosa” e começa por afirmar que a acção na área das vocações “constitui uma prioridade pastoral” e é uma preocupação fundamental. Os objectivos das “Bases”, neste contexto, são a “renovação e dinamização da Pastoral Vocacional em Portugal”, que consigam englobar todos os agentes deste sector: pais, educadores, escolas, movimentos, institutos de vida consagrada, paróquias, dioceses. A CEP assegura que é necessário “dar início a uma cultura do chamamento, ou seja, passar de uma atitude da espera e do acolhimento dos que se sentem chamados a uma pastoral da proposta directa, do convite e do chamamento pessoal”. Isto implica um compromisso de “toda a Igreja”, com o anúncio explícito “da excelência e da riqueza das vocações de especial consagração aos jovens”. “A pastoral deve ser mais corajosa e franca em relação à proposta vocacional, mais concreta e incisiva na apresentação da mensagem-proposta, mais dirigida à pessoa e não apenas ao grupo, mais feita de envolvimento concreto e não de apelos vagos a uma fé abstracta e distante da vida, mais provocadora do que consoladora”, explicam os prelados portugueses. Serviço Nacional de Vocações Nesse sentido, justificaram a criação de uma estrutura global, o SNV, com os Bispos a defenderem que “a acção vocacional não se pode realizar de um modo ocasional, esporádico e fragmentado, mas de forma permanente, sistemática e programada”. O SNV funcionará na dependência da Comissão Episcopal do Clero Seminário e Vocações como “ o órgão privilegiado da pastoral vocacional na comunhão das Igrejas particulares”. Com esta estrutura os Bispos pretendem dotar a Igreja Católica em Portugal com um espaço privilegiado de partilha, estudo, programação, animação e coordenação dos Centros (Serviço, Secretariado, Obra, Departamento) Diocesanos das Vocações. O documento pede ainda que cada paróquia crie uma “equipa de animação vocacional” e que todas as Dioceses incluam esta preocupação na sua “Pastoral ordinária”. “Nas dioceses e paróquias, famílias e centros educativos, movimentos e institutos de vida consagrada, é urgente e necessário que todos se envolvam nas estruturas da pastoral das vocações de uma maneira empenhada e interpeladora”, apontam as “Bases”.