150º aniversário da Fundação das Religiosas Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade Na celebração do 150º aniversário da Fundação das Religiosas Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, referiu na homilia, dia 4 de Março, que “o sacrário faz-nos ganhar coragem para denunciar e suprimir todo o tipo de exploração que existe no mundo. Nesse sentido, a Eucaristia não nos deixa ficar indiferentes, pois impele-nos para que todos os seres humanos sejam resgatados”. Reportando-se à intuição inicial da fundadora — Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento —, que criou a congregação para “adorar a Jesus na Eucaristia e libertar a mulher marginalizada”, D. Jorge Ortiga disse que “temos de ser adoradores do Santíssimo, mas também libertadores de qualquer forma de opressão”. No dia que coincidiu, igualmente, com a celebração dos 70º aniversário da canonização de Micaela de Dicastillo (o nome original antes de 1934), o arcebispo de Braga sublinhou que “o mundo nem sempre reconhece o trabalho que se faz na área da promoção humana. As Irmãs Adoradoras são, por isso, um dos instrumentos da presença de Deus no meio dos mais abandonados”. Em Braga possui uma “casa grande” mas “a maioria das nossas religiosas vive em apartamentos com duas ou três Irmãs, inseridas nos bairros das cidades” – explicou Eusébia González, uma das consagradas, que realçou que o carisma da Congregação prevê que as Irmãs “adorem o Santíssimo, dia e noite, na Eucaristia e, depois, nas mulheres com quem trabalhamos”. Em Portugal, a Congregação das Irmãs Adoradoras conta com várias casas de acolhimento de prostitutas, mães solteiras, toxicodependentes, adolescentes em risco, mulheres vítimas de maus-tratos e de tráfico de seres humanos. Para além dos lares Jorbalán, Madre Sacramento e Nossa Senhora das Graças, em Lisboa, as Irmãs Adoradoras gerem a Comunidade Terapêutica “António López Aragón”, em Vendas Novas, a Casa Nossa Senhora da Paz, em Coimbra, e a Casa da Nossa Senhora da Conceição e o Lar de Santa Helena, em Évora.
